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A vida de Sundays

A vida de Sundays

Uma questão de opção

Ora aqui está uma iniciativa que eu apoio: Keira e o direito ao peito pequeno.

 

Fica mais barato apoiar iniciativas deste género do que ir para a Corporación Dermoestetica, certo? Não se trata de fundamentalismos, é só uma questão de... opção. Uma pessoa se quiser até pode apostar em protuberâncias maiores, claro que sim! Mas para quê, quando a Keira diz que temos o direito de tê-las pequenas? Não sei quanto a vocês, mas eu estou apostadíssima em seguir esta tendência. 

 

E a seguir pode vir a Kim Kardashian dizer que ter um rabo com dois metros é que é bom e a Carolina Patrocínio confessar que come bolas de berlim todos os dias. E pronto, não preciso de mais nada para ser uma mulher feliz.

O 'meet' de Cascais aos olhos da comunicação social

O antes:

 

Correio da Manhã, 24 de Agosto, 00h31

O depois:

 

 
SOL, 25 de Agosto, 00h03
Estes são apenas exemplos daquilo com que me cruzei durante o dia de ontem. Não vale a pena dizer que o que aconteceu ontem em Cascais é obra de imigrantes, que são vandalos ou que deviam voltar para a terra deles porque isso é entrar na onda de falsos moralismos que começa a proliferar por essas redes sociais fora. Há gente mal formada nos quatro cantos do mundo e sim, é preciso mão pesada por parte da polícia para que o fenómeno não tome proporções incontroláveis. Mas o que mais me preocupa é isto: qual será a quota de responsabilidade dos meios de comunicação que divulgaram de forma gratuita o suposto meet que ia acontecer no concerto do Anselmo Ralph? Qual a necessidade de anunciar em praça pública um acontecimento quando o mesmo ainda não passava de uma suposição? E para quê referir o "pânico" no pós-concerto baseado em "relatos de ferimentos", sem dados concretos, numa altura em que ainda não se sabia muito bem o que tinha acontecido?
Eu compreendo que o sensacionalismo vende, eu reconheço o valor de um clique. Mas também acredito que o jornalismo que se faz em Portugal é capaz de muito melhor.

Falar para o boneco

Somos animais de hábitos. Não há como negá-lo e, por muito que a frase seja cliché, não há muita coisa que seja mais verdade que isto. 

 

Habituamo-nos a esperar horas na fila para as finanças ou para a segurança social, mesmo sabendo que é absurdo.

Habituamo-nos à música que passa na rádio e que, apesar de terrivelmente pirosa, se vai entrenhando no ouvido até que a começamos a cantarolar.

Habituamo-nos ao humor matinal da nossa cara metade e aprendemos até onde podemos ir por muito que só nos apeteça corrê-lo a pontapé.

Habituamo-nos às meias e às botas depois de um verão só de sandálias (é só para mim que isto é horrível?)

Habituamo-nos a ver diariamente pessoas com quem não temos contacto há anos. Sabemos se estão mais gordas, onde jantam, que praia frequentam, como se isso nos oferecesse uma falsa sensação de companhia.

Habituamo-nos a partilhar a nossa própria vida - a nossa actividade física, o restaurante onde jantamos, a praia que frequentamos - com pessoas com quem não temos contacto há anos, como se isso nos oferecesse uma falsa sensação de felicidade.

 

Mas depois há o segundo nível, o do vício. Primeiro, o ser humano adapta-se, acomoda-se e depois... Bem, depois não há como voltar atrás. Ou haverá, mas parece que no caso da habituação (para não dizer dependência ou vício e correr o risco de ferir susceptibilidades) às novas tecnologias a coisa está mesmo negra. A última tentativa de contornar a nomofobia - sim, o medo de estar sem acesso ao telemóvel e às redes sociais é uma fobia - é a criação de um telemóvel que não funciona. Chama-se noPhone e promete fazer as delícias daqueles que sintam uma necessidade tão grande de tirar uma selfie que, pelo menos, podem fingir que o fazem. Não é fantástico? Mas vejam vocês próprios como funciona:

 

 

Simples, não é?

 

Eu, facebookinstagramodependente me confesso, e não me parece que ter um tijolo, energúmeno inútil a ocupar espaço e fazer peso dentro da mala vá substituir o meu pequeno portal de acesso ao mundo virtual e diminuir a minha presumível ansiedade. Mas isso sou eu, que não gosto de falar para o boneco...

 

Olhem, pelo menos frases como "falar para o boneco" ou "falar para as paredes" ganharam todo um novo sentido... Pelo menos isso.

Apresento-vos: a nova cara da Calvin Klein

Este é o Jeremy Meeks e é a nova cara da Calvin Klein. 

 

Ficaram convencidas, não foi? Pois, eu também. Mas não, este menino não vai dar a cara pela Calvin Klein, nem pela Dolce Gabbana e nem sequer é a estrela do próximo Velocidade Furiosa. Na realidade é só um criminoso que foi detido na passada quarta-feira na Califórnia, pelo Departamento de Polícia de Stockton por posse de armas e por alegadamente pertencer a um gang perigoso. O Departamento de Polícia publicou a fotografia da sua página de facebook (tal como faz com todos os detidos e suspeitos) e, ao que parece, a imagem teve mais de 50 mil "gostos" e cerca de 6 mil partilhas em pouco mais de um dia. 

 

Jeremias, fofinho, o que achas de repensares os teus níveis de agressividade e tentarmos ser bons amigos? Deixa estar as tatuagens, os olhinhos azuis de carneirinho e o cabelo rapado, não mudes nada. Só tens mesmo de ser um fofinho, está bem?

 

Ora atentem aqui e vejam lá se o rapaz não tem mesmo potencial.