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A vida de Sundays

A vida de Sundays

Depois não se queixem, está bem?

Sou da geração de 90 e, por isso, daquela que hoje se encontra nos 20 e poucos. Aquela geração apelidada de "à rasca". Aquela que, presumidamente e segundo o que se ouve por aí, aprendeu a viver com tudo e agora estranha as dificuldades. Que "não quer saber de política". Aquela que, quer queiram quer não, é a geração de um futuro muito próximo. Há seis anos que posso exercer o meu direito de voto, e há seis anos que invariavelmente, em todas as eleições, o faço. Não é que tenha grande fé nos que lá estão, não que me apeteça muito sair de casa, despir o pijama e mexer o rabinho até às urnas. Mas, porra, não é como se o voto fosse uma espécie de opção ali entre ir para a esplanada ou meter o lombo a assar na praia.

 

Hoje, mais uma vez, sai de casa com esperança que a afluência à minha mesa de voto, a da tal geração de um futuro próximo, não me deixasse envergonhada. Hoje, mais uma vez, as pessoas por trás da mesa de voto eram mais do que os eleitores. Do lado de cá era só eu. É triste. Depois não se queixem, está bem?

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