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A vida de Sundays

A vida de Sundays

Alguns deviam ser para sempre

As primeiras recordações são do cientista amalucado que criou o pequeno pegajoso verde e saltitante. Também me lembro da velhinha de óculos que afinal era um senhor que se disfarçava de velhinha de óculos para se aproximar dos filhos. Ou do homem barbudo, deslocado temporalmente que apareceu quando os dados do Jumanji foram lançados e perguntou "what year is it?". Mas isto são tudo memórias de infância. Quando soube dar valor ao cinema e percebi que havia senhores que estavam lá desde sempre - pelo menos desde o meu "sempre" - e, esperava eu, para sempre, comecei a distinguir, num processo mental natural, os que o faziam com paixão, os simpáticos e humildes, aqueles que, ainda que vivendo do outro lado do mundo numa realidade muito diferente, têm uma capacidade natural de nos fazer sorrir e nutrir a nossa simpatia. Robin Williams era assim. É difícil aceitar que alguém que trouxe alegria a tanta gente, responsável por tantas gargalhadas e momentos felizes, tivesse - como aparentemente tinha - um estado de espírito tão inversamente proporcional.

 

Até sempre, Robin!

 

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